”Minha filha me deu pra ler ontem a Edição Especial da Turma da Mônica Jovem, a do casamento da Mônica com o Cebolinha. Ri bastante, toda aquela metalinguagem, referências às histórias antigas, coisa e tal. Mas ficou um travo, que cabe aqui no grupo discutir: que representação esse episódio está fazendo da garota classe média brasileira? Lição de casa, girls de todo o país: leiam a revistinha e me digam se aquele casal, e especialmente aquela garota lindinha e simpática que eu adoro, representa a esposa (e o marido à tira-colo) que toda jovem brasileira sonha ser… Ô, seu Maurício, com todo respeito — e muita admiração: fiquei um pouco preocupada com a mensagem que a Turma da Mônica Jovem tá passando pra minha filha… E olha que nem os mangás GLS que ela lê me preocupam. Essa figura de noiva de grinalda e dona-de-casa preparando jantarzinho pro cara que chega do trabalho, esperando ardentemente ficar grávida para ter uma função na vida não era coisa da minha vó?”
— Paula Mastroberti, escritora e quadrinista, no Facebook.
Hoje não dá mais né?