26.9.12

Livros de cabeceira

Há alguns livros aos quais eu recorro com frequência, por isso nunca saem do alcance das minhas mãos. São os chamados livros de cabeceira, que me esperam sobre o criado mudo ou que são consultados periodicamente. Abaixo, as obras que atualmente passam mais tempo pelas minhas mãos do que nas estantes de casa.

Amar se aprende amando, de Carlos Drummond de Andrade
A obra da qual foi extraído o post campeão de audiência deste blog tem como assunto o amor em todas as suas cores: o amor novo, o amor velho, o amor amigo, o amor perdido, o amor saudoso, o amor dormente. Recorro a este livro quase diariamente porque, com disse o professor Charles Keifer, certa vez, a poesia tem um alcance em significados, linguagem e metáforas que à prosa carece. Ler poesia é um tremendo exercício de inteligência literária. Nem sempre alcanço seu sentido; por isso, insisto.

Poemas selecionados, de Fernando Pessoa
Editado pela minha amiga Elaine Maritza, apresenta textos do próprio Pessoa e de seus heterônimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e, meu preferido, Álvaro de Campos. Ultimamente, parece clichê gostar de Fernando Pessoa — convide alguém para recitar um poema do português e há grandes chances do vivente sacar “o poeta é um fingidor” sem pensar duas vezes. O que escapa a muitos é que Pessoa era um trabalhador incansável do formato poema e um autor que ajudou a definir o belo na Língua Portuguesa. A natureza, o Homem, a cidade, o ócio, tudo se presta como tema para todos os Fernandos Pessoas que já existiram.

O livro vermelho dos pensamentos, de Millôr Fernandes
Este é, pra mim, o autor que descobriu o Brasil, desvelou o Homem e reinventou a cultura desta terra tupiniquim. Millôr é meu autor preferido e sua morte foi por mim muito sentida. Neste livro, de 1957, o carioca do Méier reflete sobre a tecnologia, o trabalho, a política, a modernidade, o discurso, a contradição e muito mais. Desta obra pincei a citação que exibo no meu perfil do Facebook: ”O extraordinário desenvolvimento da ‘civilização’ só trouxe como consequência o idiota alcançar um raio de ação jamais imaginado. O mundo tem hoje, pela primeira vez, o idiota global”. Repito: isto foi escrito em 1957.

E vocês? Quais são os seus livros de cabeceira?

8 notas

  1. umadosenostalgica reblogou esta postagem de bumerangue
  2. lelamoura reblogou esta postagem de bumerangue
  3. bla-bla-blaaa reblogou esta postagem de bumerangue
  4. recalls-yellow-flower reblogou esta postagem de bumerangue
  5. bumerangue publicou esta postagem
Comentários (View)
Comentários disponibilizados por Disqus