Corrida e musculação são práticas que procuro manter por fazerem bem a minha saúde psíquica. Melhoram o humor, acabam com o sentimento de fatalismo e pessimismo, agitam a criatividade, oxigenam pensamentos, fazem-me comer e dormir melhor e ajudam a manter a ansiedade em baixa. Na verdade, foi somente por causa dela, da ansiedade, que iniciei a prática esportiva. Minha psicanalista foi direta: “faça um exercício físico; é necessário para todos, ainda mais para ansiosos”. Hoje, não vivo sem — um dia sem mover o corpo é uma dia triste.
Eu tenho uma forte tendência à introspecção, à reflexão e à melancolia (dizem que a astrologia explica, libriano que sou), o que torna absolutamente necessário que eu me mantenha o humor sob vigília. Caio na tristeza com facilidade, alimento pensamentos viciantes que atrapalham a rotina e faz danos ao espírito (psiqué). A prática esportiva é uma forma muito saudável de lidar com minha natureza introspectiva.
Iniciar o dia com um treino finalizado ou uma corrida concluída me põe animado pelo resto do dia, porque começo o dia com uma vitória: venci a preguiça e não desisti do treino, o que me deixa otimista por um dia inteiro. Qualquer coisa sombria ou irritante que surgir ao longo do dia (e ela sempre surge) vai me impactar com menos força do que impactaria a um sedentário.
Muito mais importante do que manter a prática esportiva para ficar gostoso ou sarado é mantê-la pelo bem do psiquismo. A mudança no corpo é consequência da prática. A cabeça e o espírito são os primeiros afetados pelo renovação que o esporte garante.
Amanhã é segunda-feira, a sempre detestável segunda-feira. Portanto, gente, bora começar a semana mudando a vida? Vençam a preguiça e tudo — sério, tudo! — por consequência, melhora.