”Quando você está escrevendo um livro ou produzindo uma pintura, você está se dirigindo a pessoas que escolheram aquele trabalho. E você sabe que é uma minoria — independente de quão popular meus livros sejam, você pertence a uma espécie de… Quase um tipo de religião minoritária. E, no final das contas, todos nós vamos lá, aos livros, para obter um tipo de consolação, acompanhado de alguma alegria. Nós precisamos de livros ou de pinturas — eu nunca me refiro à música porque sou estúpido no assunto — porque nós precisamos ser consolados. E, é claro, o fato de que nós vamos até o imaginário também está relacionado com o fato de que este mundo real - talvez a distinção também seja falsa - não é suficientemente satisfatório.”
— Orhan Pamuk, Prêmio Nobel de 2006, autor de Meu Nome É Vermelho e Neve, em entrevista a Alexandra Rockingham para a revista americana Believer. Vinte e uma dessas entrevistas foram reunida na coletânea “Conversas entre Escritores”, publicada no Brasil em 2010.