“Felipe Neto é o intelectual mais influente do Brasil, diz revista. Num mundo conectado e regido por espetáculos, a capacidade de ser um ‘show man’ e ter milhões de acessos faz do dono do vlog ‘Não Faz Sentido’ o modelo de intelectual, diz colunista da publicação cultural Bula. ‘Por mais burlesca, grotesca e absurda que pareça a primeira vista’, completa.”
Estamos nivelando tudo por baixo, diminuindo a importância de palavras como “intelectualidade”. Há um abismo de diferenças entre falar sobre Crepúsculo num vlog e construir uma obra que faz a sociedade repensar a si mesma, como fizeram ou fazem Millôr Fernandes, Luiz Felipe Pondé, Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Buarque de Holanda, Bárbara Heliodora, Arlene Clemesha, Raimundo Faoro, Demetrio Magnoli, Áurea Tomátis Petersen, cada um dedicado a uma área em especial, a uma questão da sociedade brasileira ou mundial.
Felipe Neto não constrói nada. Precisamos de CONSTRUÇÕES, e estas demandam tempo e esforço — algo que a própria natureza imediatista e espetaculosa da web e do vlog não permitem.
Enfim, a civilização brasileira continua firme na sua caminhada para trás. Morri um pouquinho, hoje.