Estou há mais de 12 horas com dor de cabeça. Eis o meu sábado.
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Claridade machuca; só saí da cama para almoçar, comprar chá e jogar SongPop, o que não pude fazer por muito tempo porque os olhos doem e pesam. Entre uma coisa e outra, rolei na cama gemendo e busquei na imaginação alguns diagnósticos médicos (H1N1, aneurisma, choque de pressão) e espirituais (encosto, olho gordo, trabalho com galinha preta). Até o momento, não consultei nem médico, nem pai de santo e nem o Dr. Google por lassidão e medo.
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Nas horas em que estive deitado no escuro, minha consciência passeou entre autocomiseração, carência, terror e oscilações de humor, o que me leva a concluir que cama demais faz mal à psique.
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Imaginei cenários drásticos: e se eu desmaio no banheiro, quem vai saber antes de terça-feira? E se eu perco a visão ou a fala, como eu chego no Pronto Socorro? E se eu perco a memória, esqueço a senha do banco e não consigo tirar dinheiro para comprar remédio ou um revólver? O lado bom é que se eu sobreviver e o diagnóstico indicar algo raro ou absurdo, poderia aparecer no Discovery Channel, naquele programa sobre doenças inesperadas. Chamariam um ator para me interpretar — eu exigira apenas que ele tenha mais altura e mais cabelo que eu. O resto, tá legal.
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Estou muito preocupado que esta enxaqueca seja provocada por algo que esteja corroendo o meu cérebro, o que poderia me fazer perder as habilidades de falar e escrevopopdkopdmdnwfnjowqpksdpkodpd