Camille Paglia, conhecida estudiosa e defensora do feminismo, diz que o verdadeiro feminismo luta pela liberdade de escolha da mulher: dona de casa ou presidente de corporação, todo desejo é legítimo. Acho que você corrobora, em parte, a tese dela, rogerio-char. O movimento feminista de algumas décadas atrás se opunha às mulheres que queriam ser donas de casa, como se a função perpetuasse a dominação masculina (os homens que, nas suas palavras, são cultuados como exemplo). Amigo Robertson Frizero conta que feministas radicais da atualidade são tão persecutórias que enxergam dominação até na língua: se existe “history”, por oposição afirmativa deveria existir “HERstory”, dizem. É a mesma polêmica de “presidente” e “presidenta”. O escritor Charles Kiefer diz que a última é legítima porque, etimologicamente, a língua permite a flexão ao feminino da palavra “presidente”.
E aí? Isso é idiota ou genial?