Cara, aderir ao trabalho freelance exige reflexão. Todo profissional que escolhe o caminho autônomo deve fazê-lo sabendo que receberá apenas por dias trabalhados. Não trabalha, não recebe. Também abre mão de CLT e vantagens trabalhistas — férias, auxílio refeição, transporte, 13º — e se vê obrigado a pagar ISSQN mensalmente (na minha cidade, custa R$ 38) Eu reflito bastante sobre minha escolha pelo freelance, imaginando por quanto tempo esta opção de carreira será sustentável. Até agora, apesar do que deixo de ganhar, não me arrependi.
As vantagens são muitas: faço meu próprio horário; posso adiantar tarefas para, se eu quiser, ir ao cinema na segunda à tarde; posso manter mais de um trabalho ao mesmo tempo; trabalhar em casa e evitar o trânsito; se eu tiver apenas um celular, trabalho de qualquer lugar. Para ser freelance, é fundamental muita organização e disciplina (afinal, não tem chefe na cola pra fiscalizar o cumprimento das demandas), manter um bom networking (contatos profissionais que podem abrir possibilidades para trabalhos futuros) e ser muito curioso, criativo e desinibido. Apesar de não comentarem, as pessoas observam muito se você é bom no que faz e lembrarão do seu nome quando surgir uma indicação. E, como todos sabem, você só é bom no que faz se o faz com PRAZER.
E há ainda algo que só a prática profissional ensina: gentileza e respeito abrem portas. Atitudes educadas tornam o trabalho mais fácil e prazeroso para todos, e quando se é freelance, ser lembrado pela ética ajuda muito.
Assim, cabe refletir se as perdas e ganhos afetarão negativamente seu atual orçamento. Eu moro sozinho, não pago aluguel e não tenho dependentes, o que me dá muita liberdade para explorar as possibilidades profissionais que surgem. Sacou?
Espero ter ajudado na sua reflexão, enfim. Obrigado pela pergunta! :o)
Pergunta enviada por zecaitano.