Por mais megalômanos e impactantes que sejam os efeitos visuais, o cinemão americano tem por hábito a discussão de singelos valores comuns a todos os Homens, de qualquer lugar do mundo. As narrativas dos blockbusters geralmente apresentam lições morais com a intenção de educar o público sobre questões diversas, desde ética até política.
Abaixo, listamos algumas dessas questões trazidas à baila por alguns dos grandes sucessos de bilheteria dos últimos 30 anos.
Vingador do futuro
A luta pela conquista de uma identidade própria, atrelada ao histórico afetivo, e o sofrimento que desconhecer-se a si próprio causa ao indivíduo. Segundo este filme, quando passa a conhecer-se (conhece-te a ti mesmo, diz a tradição, era o dístico à entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga), o espírito humano é capaz de grandes conquistas e revoluções.
Robocop
O futuro como uma distopia na qual a falência dos serviços públicos levou-os à privatização absoluta, para desgosto dos trabalhadores organizados. A película põe em dúvida teorias globalizantes e privatizadoras enquanto panaceias dos problemas sociais dos grandes centros urbanos, como, no caso, segurança pública.
Twister
Obra crítica à tecnocracia; elogia o instinto, a honestidade, a paixão e a sensibilidade humana, encarnados em Helen Hunt e Bill Paxton, em oposição ao conhecimento técnico e desapegado, representado pelo antagonista personagem endinheirado e matreiro de Cary Elwes.
Independence Day
Combate o preconceito ao apresentar como heróis um negro altivo e um judeu nerd e inseguro.
Jovens bruxas
A solidão juvenil é apresentada como um evento pavoroso cujo combate, além de árduo e sofrido, pode levá-lo às más companhias. Aqui, a presença da família é ao mesmo tempo âncora que oferece estabilidade, e porto de segurança. A culpa da personagem central pela morte da mãe ainda no parto é tamanha que lhe se manifesta, em determinada cena, na forma de animais peçonhentos e assustadores.