O PCdoB divulgou nota sobre o falecimento do Kim Jong Il, o ditador norte-coreano morto nesta semana. Deixando a razão de lado, o partido lamenta a perda de um líder responsável pela “construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares” e um homem promotor “da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos” — tudo aquilo que ele sempre recusou ao seu próprio povo.
Enviei ao partido a mensagem abaixo, através do formulário em seu site:
“Muito triste as considerações do PCdoB sobre a morte do líder norte-coreano Kim Jon Il. Eu, como um entusiasta da democracia, da liberdade, da igualdade e da prosperidade, jamais votarei em candidatos do PCdoB nas próximas eleições. Já votei em Manuela D´Avila e Raul Carrion, mas saber que eles carregam a bandeira do PCdoB, um partido elogioso à tirania e à injustiça, me causa revolta. Talvez falte leitura aos redatores da referida nota e líderes do partido. Recomendo o livro Sessenta e quatro: para não esquecer (org. de Oswaldo Biz, Ed. Literalis, 2004), especialmente o artigo de Aurea Tomatis Petersen, que sustenta: ‘nenhum regime forte produz igualdade ou liberdade. Já é sabido de antemão quais grupos serão beneficiados nos regimes ditatoriais’. Ou seja, nenhuma ditadura produz justiça social ou prosperidade, apenas opressão.”
Para completar, excelente video da Vice Magazine sobre a tentativa de visita de sua equipe de reportagem à Coreia do Norte, talvez o Estado mais fechado do mundo. Há legendas em português.