9.7.14

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8.7.14
A imprensa tentando buscar explicações ao Minerazo numa suposta super preparação e inteligência aplicadas à seleção alemã nos últimos anos, parece esquecer que foi mais difícil passar pela Argélia do que pelo Brasil. Não é a Alemanha que é magicamente talentosa, é o Brasil que jogou sem defesa, meio-campo e ataque.
Eu nunca achei que o Brasil ganharia esta Copa e imaginava uma eliminação nas oitavas ou quartas de final, mas sair ASSIM é muito vergonhoso. A responsabilidade pelo vexame é da comissão técnica em geral e do Felipão em particular, que fez más escolhas diante das limitações impostas — ausências de Neymar e Thiago Silva.Agora é torcer pela Holanda, que tem um time coeso, talentoso e ofensivo e que nunca ganhou uma Copa. Seria uma vitória justa e há muito tempo aguardada.

A imprensa tentando buscar explicações ao Minerazo numa suposta super preparação e inteligência aplicadas à seleção alemã nos últimos anos, parece esquecer que foi mais difícil passar pela Argélia do que pelo Brasil. Não é a Alemanha que é magicamente talentosa, é o Brasil que jogou sem defesa, meio-campo e ataque.

Eu nunca achei que o Brasil ganharia esta Copa e imaginava uma eliminação nas oitavas ou quartas de final, mas sair ASSIM é muito vergonhoso. A responsabilidade pelo vexame é da comissão técnica em geral e do Felipão em particular, que fez más escolhas diante das limitações impostas — ausências de Neymar e Thiago Silva.

Agora é torcer pela Holanda, que tem um time coeso, talentoso e ofensivo e que nunca ganhou uma Copa. Seria uma vitória justa e há muito tempo aguardada.

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8.7.14

Meu melhor amigo.

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7.7.14

Do pensamento e da cultura

Pensar é a todo momento e a todo custo. Pensar dói, cansa e só traz aborrecimentos. Melhor é não pensar. Mas pensar não é facultativo. Se o cérebro, a mínima parte dele que seja, deixa de estar alerta por um momento, penetram lá, como parasitas difíceis de erradicar, “ideias” vindas da imprensa, do rádio, da televisão, da propaganda geral, dos produtos em série, do consumo degenerado, dos doutores em lei, arte, literatura, ciência, política, sociologia. Essa massa de desinformação, não só inútil como nociva, nos é, aliás, imposta de maneira criminosa nos primeiros anos de nossa vida. E se, algum dia, chegamos a pensar no verdadeiro sentido do termo, todo o restante esforço da existência é para nos livrarmos de uma lamentável herança cultural. Pois, infelizmente, o cérebro humano é um dos poucos órgãos do corpo que não têm uma válvula excretora. E as fezes culturais ficam lá, nos envenenando pelo resto da vida, transformando o mais complexo e mais nobre órgão do corpo numa imensa fossa, imunda e fedorenta. Um lamentável erro da Criação.”

— Millôr Fernandes, 1967.

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6.7.14

3.393 notas (via thesimpsonswayoflife)

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5.7.14
Participei de uma mesa redonda no podcast Lado Bi sobre gays que gostam de futebol. Foi um debate muito rico sobre Seleção Brasileira, homofobia, como fingir que você gosta de futebol e os jogadores mais gatos da Copa. Clique na imagem para ouvir.

Participei de uma mesa redonda no podcast Lado Bi sobre gays que gostam de futebol. Foi um debate muito rico sobre Seleção Brasileira, homofobia, como fingir que você gosta de futebol e os jogadores mais gatos da Copa. Clique na imagem para ouvir.

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3.7.14

duss005:

the sketch concept, inked art, and final colors to Batman Eternal cover 17

453 notas (via duss005)

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30.6.14
Minhas impressões sobre a reta final deste importante acontecimento que acomete o Brasil chamado SuperStar.1) Move Over caiu fora por um lapso de lucidez da audiência, a qual, espero, tenha percebido que vocalista e banda carecem de autenticidade e criatividade e, por compensação, exageram na afetação. Preocupava-me a popularidade adquirida após sucessivas apresentações, que poderiam garantir à banda a vitória.2) Malta apresentou ontem um cover da música mais mela cueca do Aerosmith, “I Don´t Want To Miss A Thing” — escrita, na verdade, por Diane Warren, conhecida por suas composições para… Celine Dion. Acho isso muito representativo da própria Malta: toca Celie Dion e chama de rock. Amigos, rock é veneno e malícia. Malta (e boa parte do rock nacional contemporâneo) não tem nem uma coisa nem outra. Repito o que já disse: quem quer fazer rock no Brasil hoje tem que obrigatoriamente ouvir os trabalhos mais recentes do Caetano Veloso, um cara que é mais rock´n´roll do que qualquer coisa que a Malta possa sonhar em fazer.3) Fico triste com a saída de Bicho de Pé, porque são músicos competentíssimos e mantiveram apresentações consistentes e sempre acima da média. São autênticos, profissionais e têm um repertório de forró, (xo)xote e baião muito rico. Na minha opinião, deveriam sair do programa em segundo lugar.4) Jamz continua na jogada porque toca pra galera: estilo e canções fáceis de serem reconhecidos por quem conhece Maroon 5, Ed Motta e Jota Quest — sobretudo o primeiro. São músicos excelentes, mas parecem evitar qualquer passo fora de sua zona de conforto.5) Luan e Forró Estilizado tem carisma, paixão, competência, repertório e inspiração. Quem viu a introdução de “Stairway To Heaven” colocada a serviço do forró sabe do que eu tô falando. Eu sempre tenho predileção pelas vozes graves, talvez por isso goste tanto das apresentações dessa banda: Luan é ótimo.6) Suricato merece ganhar porque é criativo, os músicos são competentes e sempre se preocupam em acrescentar elementos novos às canções. Certamente, a banda que mais surpreendeu até agora. É rock, é pop, é folk, soa novo e diferente do que há por aí no momento. A vitória no programa seria mera justiça.

Minhas impressões sobre a reta final deste importante acontecimento que acomete o Brasil chamado SuperStar.

1) Move Over caiu fora por um lapso de lucidez da audiência, a qual, espero, tenha percebido que vocalista e banda carecem de autenticidade e criatividade e, por compensação, exageram na afetação. Preocupava-me a popularidade adquirida após sucessivas apresentações, que poderiam garantir à banda a vitória.

2) Malta apresentou ontem um cover da música mais mela cueca do Aerosmith, “I Don´t Want To Miss A Thing” — escrita, na verdade, por Diane Warren, conhecida por suas composições para… Celine Dion. Acho isso muito representativo da própria Malta: toca Celie Dion e chama de rock. Amigos, rock é veneno e malícia. Malta (e boa parte do rock nacional contemporâneo) não tem nem uma coisa nem outra. Repito o que já disse: quem quer fazer rock no Brasil hoje tem que obrigatoriamente ouvir os trabalhos mais recentes do Caetano Veloso, um cara que é mais rock´n´roll do que qualquer coisa que a Malta possa sonhar em fazer.

3) Fico triste com a saída de Bicho de Pé, porque são músicos competentíssimos e mantiveram apresentações consistentes e sempre acima da média. São autênticos, profissionais e têm um repertório de forró, (xo)xote e baião muito rico. Na minha opinião, deveriam sair do programa em segundo lugar.

4) Jamz continua na jogada porque toca pra galera: estilo e canções fáceis de serem reconhecidos por quem conhece Maroon 5, Ed Motta e Jota Quest — sobretudo o primeiro. São músicos excelentes, mas parecem evitar qualquer passo fora de sua zona de conforto.

5) Luan e Forró Estilizado tem carisma, paixão, competência, repertório e inspiração. Quem viu a introdução de “Stairway To Heaven” colocada a serviço do forró sabe do que eu tô falando. Eu sempre tenho predileção pelas vozes graves, talvez por isso goste tanto das apresentações dessa banda: Luan é ótimo.

6) Suricato merece ganhar porque é criativo, os músicos são competentes e sempre se preocupam em acrescentar elementos novos às canções. Certamente, a banda que mais surpreendeu até agora. É rock, é pop, é folk, soa novo e diferente do que há por aí no momento. A vitória no programa seria mera justiça.

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29.6.14
duss005:

eternallybatman:

BATMAN ETERNAL #16
Written by Scott Snyder, James Tynion IV, Ray Fawkes, John Layman, and Tim Seeley
Art by Dustin Nguyen and Derek Fridolfs
Cover by Dustin Nguyen"Red Robin is out to solve the mystery of the nanovirus spreading among Gotham City’s poorest, but Harper Row isn’t going to let him do it alone! Can Batwing escape the clutches of The Joker’s Daughter?"

easier to reblog, thanks eternally Batman!

duss005:

eternallybatman:

BATMAN ETERNAL #16

Written by Scott Snyder, James Tynion IV, Ray Fawkes, John Layman, and Tim Seeley

Art by Dustin Nguyen and Derek Fridolfs

Cover by Dustin Nguyen

"Red Robin is out to solve the mystery of the nanovirus spreading among Gotham City’s poorest, but Harper Row isn’t going to let him do it alone! Can Batwing escape the clutches of The Joker’s Daughter?"

easier to reblog, thanks eternally Batman!

616 notas (via duss005 & eternallybatman)

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24.6.14
clayrodery:

June 23, 1989

clayrodery:

June 23, 1989

831 notas (via clayrodery)

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20.6.14
A primeira coisa que pensei quando soube do acidente do Mario Sergio Conti com o sósia do Luiz Felipe Scolari foi “não julgo porque eu também sou um péssimo fisionomista, tanto que me é comum cumprimentar sósias de amigos pela rua”. Mas então eu vi uma reportagem no SBT com o famigerado entrevistado e fiquei estupefato com a desatenção do Conti à voz do sósia. Fisionomia semelhante há aos borbotões; voz é uma só. Mais de uma vez, inclusive, reconheci pessoas pela voz e não pelo rosto. Ou seja, assim que o sósia abrisse a boca, eu, no lugar do Conti, giraria nos calcanhares, voltaria para o meu lugar e pouparia o Brasil da maior barrigada desta Copa.
***
Pululam no Facebook elogios a este post do David Coimbra — texto que me incomoda de início a fim. Não conheço o colunista pessoalmente e os únicos e poucos contatos que tivemos ocorreram brevemente por telefone ou e-mail por questões de trabalho, mas minhas leituras e reflexões acumuladas nos últimos anos me ensinaram que esse papo de “não existe elite branca”, “não existe raça”, “não existe homofobia”, “não existe machismo”, “o mundo seria um lugar melhor se parássemos de separar as pessoas em grupos” é típico de 1) pessoas muito ingênuas ou 2) quem justamente faz parte de grupos sociais que desfrutam de benefícios, como homens brancos heterossexuais e da elite, e que teme a perda desses próprios benefícios que uma sociedade racista, machista e heteronormativa lhe concede. Existe uma elite branca, sim. E existe preconceito de raça também, tanto quanto de classe. Como disse um amigo, preconceito de classe termina se o cara ascende socialmente. Mas negro, gay ou mulher ninguém deixa de ser — e é por isso que esses grupos são obrigados a lidar com preconceito a vida inteira. Por isso, discordo veementemente do colunista. Portanto, amigos, desconfiem sempre de quem diz que não existe elite branca. Esta pessoa provavelmente faz parte desta mesma elite branca que ela alega não existir.
***
Ainda sobre a cobertura da imprensa na Copa do Mundo: tanta coisa interessante a ser investigada e o repórter pergunta a um grupo de holandeses o que eles acharam das mulheres brasileiras em sua passagem por Porto Alegre. Infeliz reiteração a um estereótipo.
***
Fora coluna do amigo Dodô Azevedo no G1, não vi nenhum outro comentarista da imprensa brasileira apontar a estranha predominância branca nas arquibancadas em partidas da Seleção brasileira — à exceção dos locutores da ESPN Brasil, que falaram a respeito num discussão sobre as vaias à presidente Dima no Itaquerão.
E depois dizem que não existe elite branca.

A primeira coisa que pensei quando soube do acidente do Mario Sergio Conti com o sósia do Luiz Felipe Scolari foi “não julgo porque eu também sou um péssimo fisionomista, tanto que me é comum cumprimentar sósias de amigos pela rua”. Mas então eu vi uma reportagem no SBT com o famigerado entrevistado e fiquei estupefato com a desatenção do Conti à voz do sósia. Fisionomia semelhante há aos borbotões; voz é uma só. Mais de uma vez, inclusive, reconheci pessoas pela voz e não pelo rosto. Ou seja, assim que o sósia abrisse a boca, eu, no lugar do Conti, giraria nos calcanhares, voltaria para o meu lugar e pouparia o Brasil da maior barrigada desta Copa.

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Pululam no Facebook elogios a este post do David Coimbra — texto que me incomoda de início a fim. Não conheço o colunista pessoalmente e os únicos e poucos contatos que tivemos ocorreram brevemente por telefone ou e-mail por questões de trabalho, mas minhas leituras e reflexões acumuladas nos últimos anos me ensinaram que esse papo de “não existe elite branca”, “não existe raça”, “não existe homofobia”, “não existe machismo”, “o mundo seria um lugar melhor se parássemos de separar as pessoas em grupos” é típico de 1) pessoas muito ingênuas ou 2) quem justamente faz parte de grupos sociais que desfrutam de benefícios, como homens brancos heterossexuais e da elite, e que teme a perda desses próprios benefícios que uma sociedade racista, machista e heteronormativa lhe concede. Existe uma elite branca, sim. E existe preconceito de raça também, tanto quanto de classe. Como disse um amigo, preconceito de classe termina se o cara ascende socialmente. Mas negro, gay ou mulher ninguém deixa de ser — e é por isso que esses grupos são obrigados a lidar com preconceito a vida inteira. Por isso, discordo veementemente do colunista. Portanto, amigos, desconfiem sempre de quem diz que não existe elite branca. Esta pessoa provavelmente faz parte desta mesma elite branca que ela alega não existir.

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Ainda sobre a cobertura da imprensa na Copa do Mundo: tanta coisa interessante a ser investigada e o repórter pergunta a um grupo de holandeses o que eles acharam das mulheres brasileiras em sua passagem por Porto Alegre. Infeliz reiteração a um estereótipo.

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Fora coluna do amigo Dodô Azevedo no G1, não vi nenhum outro comentarista da imprensa brasileira apontar a estranha predominância branca nas arquibancadas em partidas da Seleção brasileira — à exceção dos locutores da ESPN Brasil, que falaram a respeito num discussão sobre as vaias à presidente Dima no Itaquerão.

E depois dizem que não existe elite branca.

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20.6.14

tompeyer:

Happy Father’s Day

392 notas (via tompeyer)

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9.6.14
Amigos, vocês sabiam que é absolutamente possível curtir futebol e a Copa do Mundo e que isso não é necessariamente sinônimo de alienação?Esse radicalismo infantil que opõe Copa do Mundo e “a realidade do Brasil” é nada além disso mesmo: um radicalismo infantil. Às vezes parece que os brasileiros subestimam a inteligência dos próprios brasileiros, como se todos fossem incapazes de diferenciar as coisas e colocá-las em seus devidos lugares.Estou acompanhando pela imprensa a chegada dos turistas e das delegações estrangeiras ao País e achando tudo sensacional, como em Santos (foto), em que os mexicanos foram recebidos pelo prefeito (!), uma escola de samba (!!) e cerca de 300 admiradores brasileiros (!!!). Jogadores disseram que nem em seu país natal recebem tamanha atenção. E um jogador alemão ganhou um Parabéns a Você especial de uma tribo indígena da Bahia, que se apresentou no campo em que a seleção alemã treinava. A recepção dos baianos foi afetuosa a ponto de convencer os alemães a abrirem um treino que a princípio seria reservado. E no Rio, uma banda de senhores grisalhos aguardava no desembarque internacional com músicas, placas e colares de flores.E sabe o que é mais bizarro? Nenhum aeroporto desabou, nenhum estádio caiu, o País não foi destruído por uma catástrofe sobrenatural que os pessimistas pareciam prever a todo momento desde que o bonde da Copa de 2014 começou a andar — desse nosso jeito atabalhoado, barulhento, improvisado, perdulário, confuso e contraditório.Vai ter greve? Provavelmente. Vai ter protesto? Certo que sim. Vai ter violência policial? Como sempre. Vai ter engarrafamento, alagamento, desculpa furada de autoridade, improviso, turista perdido, gringo roubado, 3G ruim? Vai, gente. Esse evento é feito na nossa casa, sob as nossas circunstâncias, com nossos erros e acertos, orgulhos e constrangimentos. Teto de vidro todo país tem. Todos os nossos problemas já existiam antes da Copa e continuarão a existir após porque eles independem dessa jornada dispendiosa e megalômana na qual entramos em 2007.Curtir a Copa do Mundo é tão legítimo quanto apoiar (ou se opôr à) a greve dos metroviários paulistas. Então, amigos, curtam sem medo de ofender. As demandas da nossa sociedade e das nossas comunidades não serão diminuídas pela apreciação desse acontecimento que, por bem ou por mal, é histórico.

Amigos, vocês sabiam que é absolutamente possível curtir futebol e a Copa do Mundo e que isso não é necessariamente sinônimo de alienação?

Esse radicalismo infantil que opõe Copa do Mundo e “a realidade do Brasil” é nada além disso mesmo: um radicalismo infantil. Às vezes parece que os brasileiros subestimam a inteligência dos próprios brasileiros, como se todos fossem incapazes de diferenciar as coisas e colocá-las em seus devidos lugares.

Estou acompanhando pela imprensa a chegada dos turistas e das delegações estrangeiras ao País e achando tudo sensacional, como em Santos (foto), em que os mexicanos foram recebidos pelo prefeito (!), uma escola de samba (!!) e cerca de 300 admiradores brasileiros (!!!). Jogadores disseram que nem em seu país natal recebem tamanha atenção. E um jogador alemão ganhou um Parabéns a Você especial de uma tribo indígena da Bahia, que se apresentou no campo em que a seleção alemã treinava. A recepção dos baianos foi afetuosa a ponto de convencer os alemães a abrirem um treino que a princípio seria reservado. E no Rio, uma banda de senhores grisalhos aguardava no desembarque internacional com músicas, placas e colares de flores.

E sabe o que é mais bizarro? Nenhum aeroporto desabou, nenhum estádio caiu, o País não foi destruído por uma catástrofe sobrenatural que os pessimistas pareciam prever a todo momento desde que o bonde da Copa de 2014 começou a andar — desse nosso jeito atabalhoado, barulhento, improvisado, perdulário, confuso e contraditório.

Vai ter greve? Provavelmente. Vai ter protesto? Certo que sim. Vai ter violência policial? Como sempre. Vai ter engarrafamento, alagamento, desculpa furada de autoridade, improviso, turista perdido, gringo roubado, 3G ruim? Vai, gente. Esse evento é feito na nossa casa, sob as nossas circunstâncias, com nossos erros e acertos, orgulhos e constrangimentos. Teto de vidro todo país tem. Todos os nossos problemas já existiam antes da Copa e continuarão a existir após porque eles independem dessa jornada dispendiosa e megalômana na qual entramos em 2007.

Curtir a Copa do Mundo é tão legítimo quanto apoiar (ou se opôr à) a greve dos metroviários paulistas. Então, amigos, curtam sem medo de ofender. As demandas da nossa sociedade e das nossas comunidades não serão diminuídas pela apreciação desse acontecimento que, por bem ou por mal, é histórico.

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9.6.14

Até agora, o texto mais sensato (e engraçado!) sobre a FIFA e a Copa do Mundo.

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7.6.14

Sempre achei que o Piolho não aguentaria uma caminhada até o Beira-Rio, mas acho que subestimei sua forma física. Duas horas a pé, com uma parada de 15 minutos no parque para latir para uma garça no espelho d´água. Agora, ei-lo aqui, feliz e ainda cheio de energia. À tarde, vai correr no Monumento aos Açorianos, da foto acima. Eita, cachorro forte e saudável.

4 notas

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