25.8.14

Do amor ao próximo

"Assim, sobre o mandamento ‘Ama o próximo como a ti mesmo’ incide um paradoxo não passível de demoção. Mais apropriado seria ‘Aja como se amasse o próximo como a ti mesmo’, como pano de fundo ético para o viver. Amar não é da ordem do dever, da coerção: constitui, sim, um ato de liberdade. Capacidade inata, adquirida - ou ambas -, amar tangencia o sublime. E, entretanto, pode, se frustrado, por não mutualidade, acirrar o maligno, o destrutivo, a loucura mais recôndita no ser humano, colocando em xeque a própria condição de humanidade. Assim é quando circulamos no reino das paixões - se bem que, no dizer de Nietzsche: ‘Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura’. Ou como, pela fala de Polônio, ecoa Shakespeare, em Hamlet: ‘Loucura embora, tem lá o seu método’."

— Plinio Montagna, Presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, 2009.

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25.8.14

Pra quem ainda tem dificuldade em entender o que se passa na Faixa de Gaza atualmente, recomendo esta elucidativa cena — muito representativa de toda a situação. A cadeirante é Gaza. A maluca possuída é o governo sionista de Israel. O loirinho é os moderados de Israel. A velha é a ONU: não serve pra nada e ainda toma uns safanões. O comprido de azul é a União Europeia, que chega atrasada e tenta colocar ordem na porra toda. A loirinha é a Comunidade Árabe, que não consegue se articular direito e fica de papel secundário. O pessoal que chega por último são os BRICS, porque não sabem se ficam ou se saem. E os Estados Unidos, é claro, é o roteirista.

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22.8.14

Da cultura

Ocorre que cultura não é sinônimo de arte, nem de erudição, como muitos pensam. E tanto pensam que chamam de culto aqueles que ouvem música clássica alemã, entendem de literatura francesa ou assistem a filmes italianos. Cultura é, a grosso modo, o oposto de natureza, o domínio do homem sobre a natureza. (…) A oposição, então, é entre o que é natural X o que é cultural. Comer é natural; comer fondue é cultural, comer churrasco é cultural. Transar é natural; strip-tease é cultural, monogamia é cultural; Dormir é natural; sestear em rede é cultural, dormir em cama de casal é cultural. (…) Note, porém, que não há juízo de valor no termo ‘cultura’. Dessa forma, sim, Julio Iglesias, Paulo Coelho, Chaves, Zé do Caixão e Valesca Popozuda são parte da cultura, tanto quanto Shakespeare ou Noel Rosa. Beijinho no ombro para todos nós.”

— Marcelo Spalding, em “Valesca Popozuda é cultura?”

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21.8.14
semensperms:

Kryptonite Rock

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Kryptonite Rock

409 notas (via marvinm00re & semensperms)

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19.8.14

ungoliantschilde:

jimakin:

ungoliantschilde:

Neal Adams is amazing.

Frank Miller’s “the Dark Knight Returns” changed DC comics, and comics in general for that matter. Frank Miller has repeatedly stated that his take on an older, angrier Bruce Wayne was very much so based on the Batman characterization that was established in Dennis O’Neil and Neal Adams seminal tenure as the creative team on the World’s Greatest Detective.

And if you can’t see a connection between this artwork and the work of just about everyone that came into the business having grown up on Neal Adams comics, then… Well, keep looking.

Dennis O’Neil wrote Batman in the same way that Chris Claremont wrote the X-Men. It went on for decades, and mostly it was great in the beginning, pretty good in the later years, and kinda lame at the end. Read the Neal Adams Batman Archives. Just… Just read them.

Ra’s Al Ghul and the League of Assassins were established as villains in this era. The Joker became genuinely evil instead of the mischief he got up to on the TV shown. “The Laughing Fish” is still one of the best Batman books out there.

That Splash page of the Vision and the Captain America is from Avengers # 93: right at the beginning of the Kree/Skrull War. Neal Adams is one of the most influential creators out there. He brought realism and action movies to comics.

The Laughing Fish was by Steve Englehart, Marshall Rogers, and Terry Austin, part of their memorable run in Detective Comics that featured Bruce Wayne love interest Silver St. Cloud, corrupt politician Rupert Thorne, and the ghost of Hugo Strange. Besides the Joker story, they also introduced the modern incarnation of Deadshot and made Penguin kind of badass. Those stories definitely built on the Adams-O’Neil reinvention of Batman, but they have a cool vibe all their own.

Thank you for the corrected info!

159 notas (via fanzinecoquetelmolotov & ungoliantschilde)

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18.8.14

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14.8.14
By Laerte.

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11.8.14
Nos anos 90, as meninas colecionavam pôsteres do Leonardo DiCaprio ou dos Backstreet Boys e suspiravam, enfeitiçadas. Cresceram e muitas continuaram sonhando com um namorado de pôster: ideal, um romance perfeito. Até encontram namorados, mas frustam-se com o choque da realidade que esfrega em suas caras relacionamentos cheios de realidade incapazes de corresponderem aos seus sonhos de menina. O romance perfeito é uma realidade tanto quanto o príncipe encantado no pôster da revista.

Nos anos 90, as meninas colecionavam pôsteres do Leonardo DiCaprio ou dos Backstreet Boys e suspiravam, enfeitiçadas. Cresceram e muitas continuaram sonhando com um namorado de pôster: ideal, um romance perfeito. Até encontram namorados, mas frustam-se com o choque da realidade que esfrega em suas caras relacionamentos cheios de realidade incapazes de corresponderem aos seus sonhos de menina. O romance perfeito é uma realidade tanto quanto o príncipe encantado no pôster da revista.

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11.8.14
officialnaomicampbell:

kawahineaihonua:

crunchwrapmistress:

jackanthonyfernandez:

mooncalfe:

injellyfish:

ahkmenra-h:

hellabitcoins:

sansaspark:

magconbabe-matt:

This shit betBiter work

HAH I REBLOGGED THIS LAST NIGHT AND LOOK WHAT I GOT FROM MY DAD TODAY OUT OF THE BLUE


what if we all got paper lol

GUYS I REBLOGGED THIS LAST NIGHT AND I JUST GOT $150 

I am not even kidding but I am reblogging this twice in a row because I just got $275.

might as well

I need $33 dollars but some extra bits won’t be all bad

will this move me out of my parents house and buy their jealousy

omg yall tutu literally just gave me $160 I BELIEVE

officialnaomicampbell:

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703.976 notas (via kinestesia & magconbabe-matt)

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11.8.14
Esta lata de refrigerante jamais foi aberta desde a década de 60. Por quanto vocês beberiam o conteúdo?

Esta lata de refrigerante jamais foi aberta desde a década de 60. Por quanto vocês beberiam o conteúdo?

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7.8.14

Da profissão

Recentemente, recebi a visita de uma amiga jovem, muito inteligente e sensível (e de sua mãe, com quem compartilha os predicados), que cogita a faculdade de Jornalismo e pesquisa sobre o cotidiano da profissão. Conversamos sobre o meu trabalho na assessoria de imprensa, minha história profissional, perspectivas de carreira e prática jornalística durante a faculdade. A experiência valeu-me sobretudo como ato terapêutico, porque me ouvi falando sobre minha rotina. Assim me descobri ainda muito empolgado com este trabalho — empolgação transferida à minha jovem amiga, que foi embora sorridente e otimista.

Por isso tudo, as demissões na RBS me entristecem muito porque sublinham as péssimas perspectivas que a profissão de jornalista tem no Rio Grande do Sul e no Brasil. Lembro da recente reformulação do Grupo Abril, que não somente demitiu como encerrou publicações, e também do jornal O Estado de São Paulo, que seguiu na mesma linha. Em comum entre as três situações, centenas de demissões e o discurso empresarial sempre em nome da eficiência e modernização das redações e das empresas jornalísticas.

Coincidentemente, hoje acordei às 3h09 pensando sobre as escolhas que fiz na vida. Na verdade, despertei ao insistente cutucão do focinho do meu cachorro, mas uma coisa levou à outra. Encerrei a graduação em Jornalismo em 2008, depois de cursar Desenho Industrial por quase dois anos. Nesse intervalo, lancei um livro, participei de outros, viajei pelo Estado palestrando em eventos literários, dei entrevistas para imprensa, publiquei muito em sites de literatura e blogs – que na década passada tinham o mesmo impacto e representatividade das atuais redes sociais. Na época, eu não refletia sobre as perspectivas da profissão de jornalista, eu apenas fazia o que acreditava que me levaria a algum lugar: lia e escrevia. Na literatura e no trabalho como jornalista assessor de imprensa, eu nunca fui um estouro, um arraso, a nova sensação, the next best thing. Nem nunca foi minha intenção sê-lo porque eu não queria ser apenas um acontecimento eventual: eu queria ter um trabalho. E trabalhei muito nos últimos oito anos. Estudei muito, li muito, pesquisei, escrevi, escrevi e escrevi, sempre acreditando que todo o esforço compensaria no futuro — embora não tivesse a mínima ideia dos traços que construiriam o perfil desse futuro.

Durante todo o momento em que conversei com minha jovem amiga inclinada ao Jornalismo, esqueci que diariamente me sinto inseguro sobre a qualidade do meu trabalho, esqueci que meu saldo bancário fechara o mês anterior positivo em R$ 2,45, esqueci que a autonomia foi a única alternativa quando eu procurei trabalho por mais de um ano, esqueci de todos os orçamentos que me foram solicitados e rejeitados nos últimos 18 meses. Apesar dos pesares, eu não sei por que persevero. Conheço jornalistas que abandonaram a profissão — e conheço também alguns muito bem sucedidos. Conheço muitos desiludidos e outros felizes.

Certa vez, uma amiga jornalista, a pessoa mais apaixonada pela profissão que conheço, lançou-me a pergunta, num café: que profissão é essa que mata os sonhos das pessoas? A interrogação me representa. Percebo o achatamento das minhas expectativas porque depois de tanto trabalho e investimento, vejo-me ainda muito distante de outras pessoas da mesma idade e com profissões diversas. No fim, independente de renda, posição profissional e perspectiva de crescimento, somos todos apenas trabalhadores tentando chegar a algum lugar. Talvez por isso as frequentes demissões nos grupos de comunicação pareçam tão cruéis, porque trazem à tona, mais uma vez, a pergunta: que profissão é essa que mata os sonhos das pessoas?

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5.8.14
comicbookcovers:

Detective Comics #275, January 1960, cover by Sheldon Moldoff

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Detective Comics #275, January 1960, cover by Sheldon Moldoff

679 notas (via fanzinecoquetelmolotov & comicbookcovers)

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3.8.14
oatmeal:

Today, illustrated.  More comics here.

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More comics here.

17.435 notas (via oatmeal)

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30.7.14

ilovecomiccovers:

Homage covers: Justice League #21 / Forever Evil #7 by Gary Frank.

I love comic covers

120 notas (via ilovecomiccovers)

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23.7.14

quiet-desperati0n:

I am a feminist because
I don’t think this video could be much more relevant.

(Fonte: vodkaand-cigarettes)

381.553 notas (via ruryon & vodkaand-cigarettes)

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