21.4.14
kharyrandolph:

Batman 1966. Print done for C2E2. Color by Emilio Lopez.

kharyrandolph:

Batman 1966. Print done for C2E2. Color by Emilio Lopez.

407 notas (via marvinm00re & kharyrandolph)

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9.4.14
— Leon Tolstoi, “A Morte de Ivan Ilitch”.

— Leon Tolstoi, “A Morte de Ivan Ilitch”.

3 notas

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9.4.14

(Fonte: magickspells)

180 notas (via mobsixtoo & magickspells)

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31.3.14
Carrego ainda hoje o impacto de uma cena que testemunhei num verão à piscina do clube Grêmio Náutico União, há cerca de 15 ou 20 anos. Pai explicava a seus dois filhos, de idade aproximada à minha na época, como criar uma situação em que eles pudessem passar a mão nas meninas de biquíni, que mergulhavam como eu e todo mundo na piscina populosa. Orientava: “chega pelo lado e mete a mão na coxa”, “essa daí tá fácil”, “vai!”, “não deixa escapar”. Não vi os garotos terem sucesso em nenhuma tentativa, provavelmente porque seu constrangimento, visível aos meus olhos pré-adolescentes, falava mais alto. Eles se aproximavam das garotas por baixo d´água, as meninas estavam distraídas e se afastavam sem perceber o ensaio da agressão montada contra elas. Eles emergiam reclamando “báh, não deu”, “não consegui, ela saiu”. O pai educava: “não pode deixar escapar”.Na ocasião, eu não entendi o que vira, mas sabia que o constrangimento e confusão que senti significavam que a situação não era natural. Não fui educado por uma família feminista, mas lembro da ojeriza no tom de voz de minha mãe quando reclamava de histórias ou notícias de tarados, abusadores ou agressores de mulheres. Talvez assim ela tenha me mostrado o que é degradação contra um gênero, violência contra a mulher e machismo. Com o tempo, fui digerindo melhor aquele episódio e conseguindo encaixá-lo em seu lugar. Na época, não falava-se em retorno do feminismo, como agora — na verdade, a própria palavra feminista fora então re-significada como uma ofensa e feminismo, um pensamento ultrapassado.É alentador e belo ver o ressurgimento do feminismo porque a violência contra a mulher é uma violência contra a própria sociedade, porque as mulheres são as nossas colegas de trabalho, chefes, mães, professoras, irmãs, amigas, psicanalistas, pesquisadoras, artistas, escritoras, juízas de direito, presidentes de nações e diretoras de corporações multinacionais. Aquele episódio da piscina do clube foi, provavelmente, uma das cenas mais importantes e cabais para a formação do meu caráter, porque ele me mostrou que machismo se ensina. Suspeito que, de certa forma, todo homem que considere que o corpo feminino exista para o seu prazer foi ensinado a acreditar nisso pelo discurso ou ações de seus pais, amigos, irmãos, colegas de trabalhos ou até mesmo da publicidade.Ainda hoje, quando lembro da tensão e do constrangimento aos quais aquele pai submeteu seus filhos naquela tarde quente na piscina do clube, sinto tensão e constrangimento. Não sei como aqueles garotos interpretaram aquele episódio com o tempo, nem como resolveram lidar com os ensinamentos de seu pai; não sei se tornaram-se homens feitos e avessos ao machismo ou se ainda agem como garotos tensos e constrangidos tentando evitar a decepção paterna, mas espero que todo o debate atual sobre violência de gênero ecoe em suas cabeças e os faça perceber que seu pai estava errado: um biquíni não é um convite. Agora, se eles ainda agem como aqueles garotos da piscina, então eles provavelmente se tornaram amargurados e recalcados comentaristas da internet. Disso, jamais saberei.

Carrego ainda hoje o impacto de uma cena que testemunhei num verão à piscina do clube Grêmio Náutico União, há cerca de 15 ou 20 anos. Pai explicava a seus dois filhos, de idade aproximada à minha na época, como criar uma situação em que eles pudessem passar a mão nas meninas de biquíni, que mergulhavam como eu e todo mundo na piscina populosa. Orientava: “chega pelo lado e mete a mão na coxa”, “essa daí tá fácil”, “vai!”, “não deixa escapar”. Não vi os garotos terem sucesso em nenhuma tentativa, provavelmente porque seu constrangimento, visível aos meus olhos pré-adolescentes, falava mais alto. Eles se aproximavam das garotas por baixo d´água, as meninas estavam distraídas e se afastavam sem perceber o ensaio da agressão montada contra elas. Eles emergiam reclamando “báh, não deu”, “não consegui, ela saiu”. O pai educava: “não pode deixar escapar”.

Na ocasião, eu não entendi o que vira, mas sabia que o constrangimento e confusão que senti significavam que a situação não era natural. Não fui educado por uma família feminista, mas lembro da ojeriza no tom de voz de minha mãe quando reclamava de histórias ou notícias de tarados, abusadores ou agressores de mulheres. Talvez assim ela tenha me mostrado o que é degradação contra um gênero, violência contra a mulher e machismo. Com o tempo, fui digerindo melhor aquele episódio e conseguindo encaixá-lo em seu lugar. Na época, não falava-se em retorno do feminismo, como agora — na verdade, a própria palavra feminista fora então re-significada como uma ofensa e feminismo, um pensamento ultrapassado.

É alentador e belo ver o ressurgimento do feminismo porque a violência contra a mulher é uma violência contra a própria sociedade, porque as mulheres são as nossas colegas de trabalho, chefes, mães, professoras, irmãs, amigas, psicanalistas, pesquisadoras, artistas, escritoras, juízas de direito, presidentes de nações e diretoras de corporações multinacionais. Aquele episódio da piscina do clube foi, provavelmente, uma das cenas mais importantes e cabais para a formação do meu caráter, porque ele me mostrou que machismo se ensina. Suspeito que, de certa forma, todo homem que considere que o corpo feminino exista para o seu prazer foi ensinado a acreditar nisso pelo discurso ou ações de seus pais, amigos, irmãos, colegas de trabalhos ou até mesmo da publicidade.

Ainda hoje, quando lembro da tensão e do constrangimento aos quais aquele pai submeteu seus filhos naquela tarde quente na piscina do clube, sinto tensão e constrangimento. Não sei como aqueles garotos interpretaram aquele episódio com o tempo, nem como resolveram lidar com os ensinamentos de seu pai; não sei se tornaram-se homens feitos e avessos ao machismo ou se ainda agem como garotos tensos e constrangidos tentando evitar a decepção paterna, mas espero que todo o debate atual sobre violência de gênero ecoe em suas cabeças e os faça perceber que seu pai estava errado: um biquíni não é um convite. Agora, se eles ainda agem como aqueles garotos da piscina, então eles provavelmente se tornaram amargurados e recalcados comentaristas da internet. Disso, jamais saberei.

9 notas

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26.3.14
By Beto Gomez para PulaPirata.com.

By Beto Gomez para PulaPirata.com.

10 notas

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12.3.14

tsujitoons:

2000adonline:

Quite Frankly, Genius: The Art Of Vincent Deighan!

Vincent Deighan - better known as Frank Quitely (All-Star Superman, The Authority, Batman & Robin, New X-Men etc.) - before becoming a comics superstar, made his name on the Judge Dredd Megazine co-creating Missionary Man - the story of a corrupt ex-Texas City Judge who has found religion, and is determined to spread the word to the godless heathens of the Cursed Earth, with his own brand of Justice and huge twin Colt Widowmaker 5000 revolvers! - the first of many such collaborations with fellow Scotsmen..

  • Salvation At the Last Chance Saloon (Meg2.29,29May’93)
  • A Town Called Intolerance (Meg2.30,12Jun’93)
  • Bad Moon Rising (Megs2.50-55,1Apr-10Jun’94).All written with script droid Robbie Morrison.

Quitely also drew a couple of issues of Shimura - the former Hondo-Cit Judge-Inspector turned ronin, and co-created his young female protege Rookie Judge, now full Judge-Inspector Inaba.

  • Shimura (Megs2.37-29,18Sep-10Oct’93). Robbie Morrison(w).
  • Babes With Big Bazookas (Meg3.21,1Sep’96). Morrison(w)

Although only responsible for these few episodes, Quitely's spectacular art will never be forgotten by readers of the Megazine, and his obvious talent was recognised by the mainstream U.S. market, leading him to illustrate such major titles as Superman, Batman and the X-Men.

  • Quitely returned to celebrate 20 years of the Megazine with a fabulous new Inaba cover (Meg301,14Sep’10).

You can see more of the fan-favourite artist at work in a fascinating documentary What Do Artists Do All Day? on the BBC i-Player.

Warning!! This documentary finishes on the i-Player today!

I Love Frank Quietly`s Work  ^_^ ( Nuff said ) 

131 notas (via fanzinecoquetelmolotov & 2000adonline)

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5.3.14

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4.3.14
ilovecomiccovers:

Reign of the Supermen by Sean Gordon Murphy.

ilovecomiccovers:

Reign of the Supermen by Sean Gordon Murphy.

621 notas (via marvinm00re & ilovecomiccovers)

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27.2.14

fortressnerd:

Batman Begins: The Movie
DC Comics
June 2005
Writer: Scott Beatty
Penciller: Kilian Plunkett
Inker: Serge LaPointe

31 notas (via marvinm00re)

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27.2.14

16 notas (via marvinm00re)

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15.2.14

39.285 notas (via ruryon & antoinedore)

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12.2.14
megatrip:

THEY’RE BURNING INTO MY BRAIN!

megatrip:

THEY’RE BURNING INTO MY BRAIN!

4 notas (via megatrip)

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12.2.14
By Eduardo Arruda, via Revista Beleléu.

By Eduardo Arruda, via Revista Beleléu.

12 notas

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7.2.14
Jamais imaginei!
Which David Bowie Are You?

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5.2.14
Se meu cachorro falasse:— O que que é isso aí que tu tá comendo?— Banana.— Eu gosto. Me dá.— Pega.— O que que é isso aí que tu tá comendo?— Uva.— Eu gosto. Me dá.— Pega.— O que que é isso aí que tu tá comendo?— Não tô comendo, tô bebendo. Chá de hibiscus.— Eu gosto. Me dá.— Tu nem conhece.— Me dá.— Não.— O que que é isso aí que tu tá comendo?— Não tô comendo, tô botando veneno pra mosquito.— Eu gosto. Me dá.— Não! Tá doido?

Se meu cachorro falasse:

— O que que é isso aí que tu tá comendo?
— Banana.
— Eu gosto. Me dá.
— Pega.

— O que que é isso aí que tu tá comendo?
— Uva.
— Eu gosto. Me dá.
— Pega.

— O que que é isso aí que tu tá comendo?
— Não tô comendo, tô bebendo. Chá de hibiscus.
— Eu gosto. Me dá.
— Tu nem conhece.
— Me dá.
— Não.

— O que que é isso aí que tu tá comendo?
— Não tô comendo, tô botando veneno pra mosquito.
— Eu gosto. Me dá.
— Não! Tá doido?

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